resenha estrela amarela
Uma coisa é fato: eu sou completamente apaixonada por dois tipos de livros: os que são narrados/contados pelo ponto de vista de uma criança; e os que se passam nas grandes guerras. Agora junte essas duas coisas em um só livro e você me verá compra-lo sem nem precisar ler uma resenha antes. Bom, foi isso que aconteceu com Estrela Amarela.

Autora: Jennifer Roy
Editora: CIA. Das Letras
Páginas: 144
Ano: 2011
Nota: 5/5 (Ótimo)


Sylvia é uma menina judia que tem apenas 4 anos quando a Polônia, país onde mora, é invadida pelos nazistas e ela e seu pai, sua mãe e irmã, além de muitos outros familiares, são obrigados a morar no gueto. Sem condições de trabalhar por conta de sua pouca idade, Sylvia passa os dias limpando sua casa. Ela não entende porque os nazistas odeiam tanto seu povo, mas eles obrigados a usar roupas com uma estrela amarela pregada.

A partir disso, nós vamos vendo a história da Segunda Guerra Mundial sendo contada pelos olhos de uma criança muito pequena, que cresce perante a esse mundo de caos e terror, que vê tudo acontecendo em sua volta sem nem conseguir entender muito bem onde começou, o motivo e, pior, quando vai parar. 

Antes de tudo, para que você sinta o impacto dessa obra, eu tenho que te contar que ela é toda narrada em FATOS REAIS. Sim! Eu não sabia disso até ler a introdução do livro, mas a história é contada pela tia da Jennifer Roy, a autora do livro, que narrou o mais fielmente o possível. E isso é o que mais dói, você sabe que todos aqueles sentimentos, todos aqueles acontecimentos, tudo que está sendo narrado fez parte da vida de uma pessoa. Isso aterroriza.

Por conta de ser uma obra baseada em fatos reais, a autora preferiu não fazer uma narrativa muito corrida e cheia de floreios. Na verdade o livro é como se estivesse sendo contado realmente pelos olhos de uma criança, é cheio de palavras simples, frases e parágrafos pequenos, recheados de muitos diálogos. O capítulos são muito divididos entre pequenos temas. Eu me irritaria com isso, mas no final acabei entendendo o propósito. Acaba que essa forma de narrar deixa até a leitura mais fluída, permitindo que o livro seja lido em poucas horas. 
- Eu não tenho nenhum valor para os alemães? - Pergunto a papai
- Você tem muito valor para essa família - ele diz -, e isso basta.

Embora seja narrado por uma criança, ele tem uma análise de adulto - afinal, a história foi contada pela mulher depois de adulta - e isso é muito interessante para analisar também o contexto da Segunda Guerra e entender um pouco mais. Os personagens são muito carismáticos, e é impossível você não se emocionar com a Sylvia a cada momento. Mesmo nas horas tristes pode ser que um sorriso escapula do seu rosto durante a leitura. 

Sem dúvidas a leitura vale muito a pena!

6 Comentários

  1. Olá!
    Adorei sua resenha :) não conhecia o livro e agora estou muito curiosa para ler. Vou procurar ele na biblioteca.

    Bjs!

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    1. Fernanda, fico muito feliz com isso! Espero que você goste bastante ☺

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  2. Olá, primeira resenha que vejo desse livro e achei a obra bem interessante. Estou um pouco cansada de obras sobre a segunda guerra mundial, mas acho que não li nenhum livro que fosse narrado por alguém que realmente viveu naquele período e era tão jovem, por isso até considerarei a leitura.

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    1. Oi Mari! Esse livro não é narrado pela pessoa que sobreviveu, mas pela sobrinha dela, ainda assim é super interessante ☺ Vale a pena ler!

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  3. Eu gostei muito da resenha, mas infelizmente não é muito o tipo de leitura no qual eu me arriscaria no momento.

    http://laoliphant.com.br/

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    1. Ah que pena! Espero que os próximos livros te agradem mais!

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