Relacionamento é algo que envolve e mexe com toda nossa vida, especialmente se você é cristão e tem consciência de que um namoro deve ter propósito - um plano para o futuro. Por isso que quando escolhemos aquela pessoa sabemos que ela é especial, é alguém com quem temos planos, é alguém que conhece seus pais, frequenta a igreja que você frequenta (seja como membro ou visitante às vezes) e mais importante: aquela pessoa que faz seu coração bater forte, o sorriso aumentar no rosto e a cabeça criar milhares de sonhos. 

E isso é bom, é uma dádiva de Deus amarmos e sermos amados. Porém, ao iniciarmos um relacionamento nossas prioridades começam a mudar bastante. Queremos mais tempo ao lado da pessoa que amamos, queremos conversar mais, ligar mais, trocar mensagens, queremos aquele contato constante para ter assuntos sérios, desabafos, risadas e detalhes bobos do dia a dia. E o outro sempre acha tudo incrível, lindo e ama saber - ou pelo menos se esforça para demonstrar um interesse. 

Com essa mudança de prioridade é que surgem os problemas. Começa-se pelo fato de que é um namoro, não um casamento. Simples. Seus sonhos e planos não devem ser alterados pela pessoa que ama, só se vocês já estiverem com a data do casamento marcada e o vestido de noiva pago. Você não deve se afastar dos seus amigos, deixar de sair com eles, se isolar do mundo por causa do seu amor. Assim como não deve sumir da família só porque mudou o status de relacionamento. Porque vamos combinar, ao contrário de casamento (e olhe lá pelo jeito que o mundo está levando), namoro acaba facilmente.

O pior de tudo não é só esse distanciamento das pessoas que estão ao seu redor, mas daquele que tudo vê, tudo sabe e está em todos os lugares, inclusive sua mente e coração, sondando cada sentimento, pensamento e juízo de valor. Quando priorizamos um relacionamento acima de Deus estamos idolatrando o relacionamento, traindo ao nosso Deus.

"Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. "Não terás outros deuses além de mim. Êxodo 20:2,3

Jerry Bridges em Pecados Intocáveis diz que nosso problema, como evangélicos, não é a idolatria de peças em madeira, metal e pedras, mas os ídolos do coração. "... ídolo é qualquer coisa que valorizamos tanto que acaba drenando nossa energia emocional e mental, ou nossos recursos e tempo. [...] qualquer coisa que fique acima do nosso relacionamento com Deus ou com a família." afirma Jerry.

Agora vejamos. Quantas vezes você já deixou de fazer algo para Deus porque estava falando ou fazendo algo com a pessoa que você gosta? Quantas vezes você já deixou de fazer algo que deve ser prioridade (como estudar, trabalhar, ajudar a família) por estar pensando, conversando ou fazendo algo com a pessoa que gosta?

Um ídolo ocupa um lugar desgastante em nossa vida. Quando um namorado ou uma namorada se torna um ídolo decepção é a consequência. Confia-se tanto no outro que ele se torna um ponto crucial na vida, ele não tem a capacidade de curar, proteger, aprovar, suprir necessidades que somente Deus tem! Então em algum momento você vai perceber que usar uma pessoa como pé de apoio não é nada inteligente!

Um ídolo não é só aquela pessoa que você acha perfeita, que tem um dom, um talento incrível. Um ídolo é aquela pessoa que você coloca em um patamar elevado demais para qualquer um! 

2 Comentários

  1. Muito bacana tocar neste assunto, com tanta simplicidade ao mesmo tempo! Parabéns!

    https://amebatom.blogspot.com.br/

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  2. Gostei do seu post.Acho que as pessoas problematizam muito essa questão do namoro né?
    É importante ter Deus ao nosso lado, mas é importante fazer nossas coisas também né, que não sejam em função do namooro.Pelo menos, é o que eu acho.


    beeijão flor :)
    http://www.carolhermanas.com.br/

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