Existem algumas histórias que realmente nos marcam. Nos fazem ver as coisas normais de um jeito diferente e nos lembra de quem somos e o por que estamos aqui. Os documentos sobre a vida da jovem menina judia chamada Anne Frank foi uma delas. Hoje vou falar um pouco sobre o livro e o filme produzido pela BBC no ano de 2009 sobre o triste período em que o mundo viveu o Holocausto.
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Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. Seu diário destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento.


O livro e o filme contam a história de Anne Frank através das páginas do diário que a garota manteve por dois anos enquanto estava escondida em um local que ela chamava de Anexo Secreto. Antes disso, a jovem vivia uma vida normal, sempre rodeada de amigos e da família, além de seus admiradores da escola. Mas quando os nazistas começaram a perseguir os judeus e enviaram uma notificação para a irmã de Anne, Margot, ela e a sua família tiveram que abandonar completamente suas antigas vidas e se esconderem no prédio onde o seu pai trabalhava. 

Lá no esconderijo, com o tempo, a família Frank precisou dividir seu espaço com os Van Daan e com o Dr. Dussel e como todos nós sabemos, nenhum tipo de convivência é fácil, ainda mais com pessoas que receberam criações totalmente diferentes. Em certas passagens, principalmente no filme, essas brigas e confusões de família renderam boas risadas, embora por trás de tudo isso tenha aquela tristeza por saber que aquilo realmente aconteceu e na época não teve graça alguma.

Os personagens, que na verdade são pessoas reais, possuem características bem distintas entre si. A Anne é uma menina decidida, independente, que não gosta de receber ordens e dá a sua opinião sobre tudo. Sem dúvidas é uma jovem extremamente cativante, que vê a vida com uma esperança e otimismo que é quase inacreditável. Tanto durante o livro quanto o filme, eu ficava me perguntando: Como pode alguém ser tão forte assim e ainda por cima ser sonhadora em meio a todo esse caos? A Anne do filme também não deixou nada a desejar, incluindo fisicamente.

"Vejo o mundo ser lentamente transformado numa selva, ouço o trovão que se aproxima e que, um dia, irá nos destruir também, sinto o sofrimento de milhões. E mesmo assim, quando olho para o céu, sinto de algum modo que tudo mudará para melhor, que a crueldade também terminará, que a paz e a tranquilidade voltarão."


A coisa que mais me incomodou em relação ao filme, foi o relacionamento de Anne com os pais. Em seus relatos, ela sempre deixou bem claro o quanto a mãe a tratava mal e nunca a entendia. Margot também tinha participação nisso tudo. Aparentemente, pelo menos segundo a visão de uma menina de 13/14 anos, a mãe dela não sabia como ser mãe. No filme, a Sra. Frank foi colocada como a "vítima" da história, como se a Anne fosse a filha rebelde e a mãe não merecesse todo esse sofrimento. Isso me irritou bastante. Não que eu concordasse com o jeito que a Anne falava de sua mãe, mas quiseram romantizar demais a relação dela com os pais. O pai também não era tão bondoso e amigável no livro, embora Anne o amasse muito, chegou um momento de sua vida que ela afirmou que não podia confiar em ninguém, nem mesmo no pai. 

Mas no geral, o filme foi bem fiel ao livro. Trouxe até mesmo cenas que me surpreenderam por estar em uma adaptação. Achei o ambiente bem compatível com a descrição do livro, embora na minha cabeça fosse bem diferente porque era muito confusa a forma como os cômodos se dividiam. Eu simplesmente amei os diálogos ou no caso do livro, os escritos, de uma menina tão jovem mas tão cheia de talento. Em algumas partes eu chegava até mesmo a duvidar de que tinha sido Anne quem escreveu aquilo, mas segundo as minhas pesquisas os documentos, não foram alterados.

Se você quer um livro ou um filme para refletir sobre a vida, Anne Frank é uma boa escolha. Além disso, é sempre bom poder aprender mais sobre a história mundial, ainda que seja sobre um período muito triste. Certamente você vai se identificar e aprender muito com essa jovem garota judia que só queria ser feliz.

"É um espanto que eu não tenha abandonado todos os meus ideais, já que parecem tão absurdos e pouco práticos. Mas me agarro a eles porque ainda acredito, a despeito de tudo, que no fundo as pessoas são boas."


2 Comentários

  1. Acredita que eu nunca li o livro e nem vi o filme ? Sou meio sensivel para coisas de guerra rs, mas adorei o seu post e a maioria dos filmes não são tão fieis ao livro mesmo.
    lravilla.blogspot.com

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  2. esse livro e realmente tocante. Eu acho que normalmente os livros são sempre melhores e mais detalhados, mas a graça dos filmes e que eles dão vida aquilo que imaginamos quando estamos lendo.
    eutarsis.blogspot.com.br

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